terça-feira, 15 de março de 2016

Você possui o hábito de estalar o pescoço?

O hábito de estalar o pescoço é muito comum entre as pessoas que sentem desconforto nessa região. Isso ocorre na maioria das vezes devido a tensão muscular que promove pressão articular. Após o ato de forçar o estalo a pessoa experimenta uma sensação de alívio imediato.




Por que isso ocorre?
O fato de você estar tenso aumenta o tônus da musculatura cervical promovendo a aproximação das vertebras, gerando uma sensação de fixação dessa região.
Com a sensação da cervical fixa, desencadeia uma necessidade de liberar o ponto de tensão com o estalo.

Porém, vale salientar que o fato de você estalar o seu pescoço livra a tensão apenas da pressão articular, enquanto a tensão muscular continua lá. Consequentemente a tensão muscular, faz com que em aproximadamente 2 horas você sinta novamente a necessidade de estalar o seu pescoço, afinal a tensão ainda existe.

O estalido articular gerado pelo movimento em uma amplitude maior que a sua normal é um processo fisiológico da articulação, ocasionado pela formação de CO2 (gás carbônico) dentro da articulação. Ao contrário do que muitos pensam, não ocorre um "choque ósseo”. O afastamento das faces articulares estira a capsula articular comprimindo o líquido que está dentro dela, que em parte é H2CO3 (ácido carbônico), o líquido se dissocia em H20 (água) e gás (CO2), o que ocasiona o ruído. Porém em questão de minutos esta cápsula torna a produzir o líquido preenchendo o compartimento articular e devolvendo a pressão local.

Orienta-se no momento em que sentir necessidade de estalar o pescoço, tente fazer alongamentos para o alívio da tensão muscular, que aliviará o processo de compressão entre as vértebras e consequentemente a pressão local e a vontade de estalar passará. O efeito do alongamento não será instantâneo como a manipulação, porém a pressão diminui e com o passar do tempo a necessidade de estalar seu pescoço torna-se menos frequente.

Se estalamos uma articulação, todos os dias, mais de uma vez ao dia, com o tempo ocorre um aumento da mobilidade, que acelera desgaste podendo causar uma artrose precoce, aumenta-se a probabilidade de irritação local, quadros de disfunções discais e torcicolos.

sábado, 5 de março de 2016

ARTROSE DE QUADRIL: TRATAMENTO CONSERVADOR X CIRURGIA



A articulação do quadril é formada pelo encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo do osso do quadril. A cartilagem articular recobre ambas as superfícies articulares, favorecendo a mobilidade do quadril, que tem amplitude de movimento bastante ampla. É uma articulação que gera constante procura por atendimento em clínicas e consultórios fisioterapêuticos, normalmente com queixas dolorosas ou restritivas. O número de enfermidades que podem ser encontradas nessa articulação é significativo, dentre as quais pode ser destacada a artrose, que é o desgaste da cartilagem articular, gera dor local e impotência funcional, uma vez que a mesma fica sem integridade pra suportar a carga que recebia antes.       A artrose ocorre devido à carga excessiva sobre esta articulação, muitas vezes causada por adaptações posturais geradas pelo próprio corpo em decorrência de outras lesões ou posturas viciosas. O corpo humano apresenta uma capacidade importantíssima de auto cura e de adaptação, onde os segmentos corporais (neste caso as articulações) mudam sua conformação visando diminuir a carga sobre um segmento lesado.Um entorse de tornozelo, por exemplo, gera uma mudança traumática do alinhamento e da conformação de várias articulações, e assim o corpo age mudando o posicionamento de algumas estruturas para aliviar a carga sobre o pé, favorecendo o processo de cura. Nesse caso, são observadas alterações no modo de pisar, caminhar e a longo prazo de ficar em pé, gerando uma adaptação postural viciosa que à princípio não trará nenhum problema, mas com o passar do tempo irá gerar desgaste das articulações, tensão excessiva sobre ligamentos e músculos.         Geralmente as queixas atreladas a artrose de quadril são mencionadas como: dores inguinais (virilha); ao lado do quadril; semelhante a uma ciática; dores na coxa; joelho; e região pélvica. Tais sintomas normalmente são associados ao movimento e diminuem com repouso, normalmente nota-se uma tendência do membro inferior se adaptar em rotação externa.            O diagnóstico deve ser confirmado com um exame de imagem onde é observado perda da regularidade da linha articular com diminuição de espaço, ou seja, vai parecer que os ossos estão se encostando e suas bordas estão “corroídas” pelo desgaste.Dentre as opções de tratamento estão:            
ARTROPLASTIA DE QUADRIL: intervenção cirúrgica indicada quando a dor é limitante, ou quando o exame de imagem mostra desgaste acentuado.            
FISIOTERAPIA: tratamento conservador que visa diminuir a dor, devolver mobilidade, flexibilidade e força com técnicas de analgesia, alongamentos e mobilizações.            
OSTEOPATIA: visa sempre a correção da lesão primária que está gerando a sobrecarga no quadril, a manutenção da integridade articular, a redução do quadro doloroso, aumento da mobilidade articular, relaxamento das estruturas tensas, prover integridade circulatória local e por fim corrigir as deformidades impostas pelo quadro.É sempre aconselhável que o tratamento conservador seja a primeira escolha, pois toda cirurgia tem seu risco e os resultados integrando Fisioterapia e Osteopatia são satisfatórios. Entretanto, quando a cirurgia se torna a opção de escolha é importante se ter em mente que o problema do desgaste será solucionado, porém como vimos anteriormente o corpo irá se adaptar e poderá comprometer outras estruturas, tornando a Osteopatia essencial também no pós-operatório.