sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Será que essas dores são normais da minha idade?
Se você já passou dos 50 anos, é tentador considerar qualquer problema que você tenha como "velhice" e aceitar quando alguém diz "você vai ter que aprender a conviver com isso". No entanto, este não é o caso! A verdade é que os idosos sentem dores e desconfortos assim como as pessoas mais jovens, e felizmente, exatamente como os jovens, suas dores podem melhorar muito com o tratamento.Algo muito curioso que os idosos precisam saber é que o Raio-X é um indicador incerto de dor. Muitas pessoas idosas com um desgaste óbvio aparente em radiografia não apresentam nenhuma dor. E muitos de nossos pacientes vêm até o consultório com dor aguda muito intensa sem apresentar nenhuma alteração em seus exames radiográficos. Existe um desgaste na coluna considerado normal a medida que envelhecemos, mas isso não significa que a dor seja imutável, pois muitas vezes, as sobrecargas causadas pela tensão muscular, por alterações nas fáscias, cicatrizes, entre outros, são as maiores responsáveis pela sintomatologia, e não a mudança na estrutura óssea.
A Osteopatia trata muito mais do que dor nas costas ou dores nas articulações! Por exemplo, infecções pulmonares de repetição, problemas de sinusite ou constipação podem ser tratadas de forma eficaz com a Osteopatia. Diante de todas essas informações, não erre mais! Idosos não sentem dor porque "estão velhos", mas sim, porque seu corpo está sinalizando que está precisando de cuidados!
Osteopatia no Esporte
Nos
esportes de competição, a vitória ou o fracasso dependem de uma
série de fatores: equipamentos utilizados, técnica, talento
individual, condições climáticas e até mesmo a sorte. Pequenos
detalhes fazem a diferença e são decisivos no desempenho do atleta,
sendo que um competidor melhor preparado leva vantagem sobre os
demais.
A osteopatia contribui no tratamento de lesões
decorrentes da prática esportiva, além de melhorar o desempenho do
atleta como um todo através de um trabalho de reprogramação
biomecânica e do sistema postural.Um dos princípios da Osteopatia
descritos por Still é que a estrutura governa a função. Na
prática, em nosso dia a dia encontramos muitos pacientes com torções
de pelve, com um ilíaco anterior de um lado e um ilíaco posterior
do outro, nesses casos temos graves compensações de eixo com a
presença de atitudes escolióticas lombares e torácicas e também
compensações em membros inferiores como o aparecimento de uma falsa
perna curta. Esse mecanismo provoca muitas dores ligamentares,
musculares, articulares e até discais em indivíduos normais,
imagine então em um atleta aonde temos a utilização de 100% da
capacidade física!?Além disso um bom desempenho físico não
depende somente de um corpo com músculos definidos e hipertrofiados;
um bom equilíbrio muscular evita lesões, melhora o rendimento
esportivo, disposição e auxilia na prevenção de lesões
esportivas.Uma boa parte da população mundial, e nos atletas não é
diferente, tem desvios posturais significativos que implicam em dor,
restrição dos movimentos e compensações ocasionando atitudes
escolióticas, escolioses, hiperlordoses e/ou hipercifoses. E uma
forma de melhorar o desempenho do atleta é reprogramando o seu
sistema postural, otimizando o gasto energético e evitando
compensações biomecânicas prejudiciais.Esse equilíbrio
biomecânico deve ser periodicamente avaliado de modo que quanto
antes forem detectadas essas alterações, melhor o prognóstico. A
avaliação osteopática envolve um criterioso exame biomecânico,
permitindo detectar alterações posturais que podem prejudicar o
desempenho esportivo, facilitando o aparecimento de lesões.A maior
parte das equipes esportivas de alto nível hoje em dia possuem
osteopatas em seu quadro clínico, atuando na prevenção, manutenção
e correções biomecânicas melhorando o desempenho esportivo e
minimizando lesões.
Por: Leonardo Nascimento
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