segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A atenção com a mãe no Pós-Parto



Após o nascimento de um bebê, é normal que as atenções sejam voltadas para ele, mas não podemos esquecer que grande parte da saúde e bem-estar de um recém nascido depende em grande parte do bem estar e saúde da mãe. 

É muito comum a mulher protelar os cuidados próprios para dar atenção integral ao filho. Mas após o parto, normal ou cesárea, a mulher sofre com várias alterações anatômicas causando dor.

Com o parto vaginal, alterações estruturais ósseas combinados com frouxidão ligamentar tornam as mulheres particularmente propensas a disfunções sacroilíacas, o que pode causar graves desconfortos. No caso das mulheres que tiveram cesariana temos as complicações da uma grande cirurgia abdominal, ou seja, alterações no sistema pressórico de pelve e abdômen e a cicatrização que futuramente irá formar aderências e restrições de mobilidade de tecido conjuntivo.

Aos fatores predisponentes à disfunção somática em todos os pacientes no pós-parto incluem alterações posturais e estresse emocional, que coletivamente levam a irritabilidade dos músculos e aumento da dor. A dor é uma das queixas mais comuns no pós-parto por mulheres nos Estados Unidos, e a dor varia em sua localização. A pesquisa sobre estratégias de intervenção para a dor pós-parto tem focado principalmente na parte inferior das costas, a famosa lombalgia, mas o manejo da dor para outros tipos de dor pós-parto permanece obscuro.

Muitas técnicas da Osteopatia são capazes de ajudar a relaxar músculos contraídos, aliviar a dor nas articulações e aliviar a tensão ligamentar, reduzindo, assim, o quadro álgico.

Já existem estudos que comprovam a eficácia do tratamento Osteopático no alívio de dor no pós-operatório.

osteopatiacientifica.blogspot.com.br/2016/08/a-osteopatia-no-pos-parto-umensaio.html


         Mas é preciso que a mulher tenha apoio e consciência da importância de se sentir bem e saudável.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

As armadilhas dos analgésicos


Para a maioria dos pacientes, o tratamento com opióide proporciona alívio da dor a curto prazo, seja após a cirurgia, na recuperação da lesão ou quando a dor da doença torna-se incapacitante. No entanto, é possível que um pequeno número de pessoas se tornem dependentes, mesmo quando tomados com prescrição.
Talvez seja hora de consultar o seu médico se você perceber esses padrões de comportamento:
- Olhar para o relógio de perto, em antecipação da próxima pílula.
- Combinar comprimidos com outras drogas ou álcool.
- Aumentar a dose, seja através da redução de tempo entre pílulas ou tomar medicação extra.
- Esmagamento ou alteração de pílulas para aumentar seus efeitos.
Como a dependência acontece?
O uso de analgésicos a longo prazo pode levar à dependência física. O corpo se adapta à presença da substância e se alguém para de tomar a droga repentinamente, ocorrem sintomas de abstinência. Ou o corpo desenvolve uma tolerância à droga, significando que para alcançar os mesmos efeitos têm de ser tomadas doses maiores.
Como todas as drogas, os analgésicos simplesmente auxiliam na diminuição do sintoma, mas na maioria das vezes não trata a causa do problema e por isso alguém que está tentando acalmar a dor pode acabar tomando doses cada vez mais altas e só depois descobrir que já não consegue mais passar o dia sem a droga.
Os sintomas de abstinência podem incluir: inquietação, dores nos músculos e ossos, insônia, diarreia, vômitos, sensações de frio interior, arrepios e movimentos involuntários das pernas.
É importante reconhecer que os medicamentos são, por vezes, o tratamento mais eficaz da dor para os pacientes, porém não são a única forma de tratamento.
Trabalhamos com os pacientes para elaborar uma abordagem multifacetada, alternando ou reequilibrando a medicação para minimizar os riscos e acelerar a recuperação. Concentrando-se em cuidados preventivos, os Osteopatas olham para além de seus sintomas, considerando que os fatores ambientais e o estilo de vida tem impacto na saúde.
Você tem ao seu alcance alternativas eficientes para o tratamento da sua dor, não deixe pra depois, o seu corpo é um templo que precisa de cuidado.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Você tem hérnia de disco??


Tratamento osteopático visa tratar as causas e não os sintomas.
A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco, para a periferia, normalmente em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem nossas raízes nervosas, levando à compressão das mesmas. Isso pode ser resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou uma consequência de um trauma severo sobre a coluna. Aspectos físicos, nutricionais e emocionais também podem estar relacionados à hernia de disco.
Basicamente, pode-se dizer que as hérnias de disco surgem em regiões de sobrecarga da coluna. Para que haja sobrecarga em determinado ponto da coluna é necessário desequilíbrios em regiões acima e/ou abaixo da mesma. Isso quer dizer que na maioria das vezes o local da hérnia de disco não é onde se encontra o fator causal deste problema. Portanto, é necessário avaliar de forma adequada o comportamento dos sistemas músculo-esquelético, visceral (órgãos) e craniano, tal qual o profissional osteopata está apto em realizar.
A hérnia de disco é uma lesão que ocorre com mais frequência na região lombar e cervical. Essa doença é a que mais provoca dores nas costas e alterações de sensibilidade para os braços, mãos, coxa, perna e pé. De acordo com alguns estudos científicos, aproximadamente 80% das pessoas vão experimentar a dor lombar em algum momento de suas vidas. A localização mais comum da hérnia de disco lombar é no disco que fica entre a quarta e quinta vértebra lombar (L4/L5) e no disco que fica entre a quinta vértebra lombar e o sacro (L5/S1). Já para a coluna cervical a região mais comum é entre a quinta e sexta vértebra cervical (C5/C6).
Na maioria dos casos, os sintomas melhoram naturalmente com três meses, mas podem ser auxiliados com a osteopatia. Mesmo o paciente sentindo bem sem intervenções, é importante que ele faça um programa de tratamento voltado para a funcionalidade normal da coluna e reequilíbrio da mobilidade visceral. Sabe-se que grande parte dos pacientes que apresentam dores lombares, apresentam problemas intestinais e/ou gástricos. As pesquisas são categóricas: após os primeiros sintomas de dores nas costas, os músculos que protegem a coluna vertebral começam a ficar fracos e atrofiados. De acordo com um princípio osteopático – a estrutura governa a função –, um músculo tenso e/ou fraco não irá desempenhar de forma adequada sua função.
A população precisa saber que essa doença não tem cura. Há evidências, que dependendo do tipo de hérnia, esta pode regredir quase totalmente com tratamento conservador osteopático; as pessoas melhoram da dor, voltam a ter uma vida normal. Ressalta-se que somente o repouso e a utilização de medicamentos comumente utilizados nas crises de dor não devolvem a funcionalidade e nem fortalecem os músculos que ficaram desequilibrados com a doença.
Acreditamos que este seja um dos principais motivos de tantas dores recorrentes na coluna vertebral. Ou seja, se você teve um episódio de dor severa na coluna e esses sintomas permaneceram por mais de três meses, provavelmente outros virão. Essa regra vale para 100% dos casos.
Portanto, a osteopatia pode auxiliar no tratamento devolvendo a funcionalidade para outras partes do corpo, fazendo com que o vetor de força resultante (sobrecarga) não chegue no local da hérnia. O tratamento osteopático proporciona a oportunidade do corpo adquirir uma nova adaptação, ou seja, a hérnia poderá permanecer ao longo de toda a vida, mas o indivíduo levará uma vida normal e sem dores com o corpo equilibrado. O objetivo da osteopatia é sempre buscar a causa. Dessa forma, a osteopatia não tem o foco na doença e sim no indivíduo como um todo.
“A causa é uma completa ou parcial falha de tecidos que conduzem os fluidos da vida. A causa está no desequilíbrio dos nervos, dos fluidos corporais, da não chegada de sangue, líquor ou fluido linfático. Me sustentei nessa pedra. Dia após dia as evidências me deixavam cada vez mais forte e sabia que estava correto” – Dr. Andrew Taylor Still, M.D, D.O. pai da osteopatia.
Dr. Fábio Bastos, FT, Ph.D, D.O, MRO (Br)

domingo, 9 de outubro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA MINERAL PARA OS NERVOS E PARA CONTROLE DA DOR.

    


    A principal função do nervo é conduzir impulsos elétricos, esses impulsos proporcionam a contração muscular, é através deles que seus órgãos se comunicam com o seu cérebro e assim realizam suas funções fisiológicas.

    A água é um dos mais potentes carreadores de eletricidade, nada mais coerente que no nervo tenha um líquido que se assemelha com a água, esse liquido se chama AXOPLASMA, uma compressão ou sensibilização no nervo pode alterar a viscosidade desse líquido tornando-o mais espesso, assim, a eletricidade passa a ser percebida pelo paciente causando o FORMIGAMENTO.

    Fatores nutricionais também podem afetar a função neural, tudo que você ingere que causa desidratação como SAL, AÇUCAR E ALCOOL é prejudicial e durante uma crise neural o paciente deve diminuir drasticamente a ingestão dessas substâncias. Também é muito IMPORTANTE que durante a crise o paciente aumente o consumo de água de boa qualidade.

    Para o controle da dor é necessário que os opióides endógenos (causam analgesia) saiam da artérias e cheguem ao local da dor, porém para que isso aconteça os neuroreceptores que circulam por dentro do nervo devem estar presentes no local da dor antes dos opióides, porque é o neuroreceptor que atrai esse opiódes para que o mesmo consiga gerar a analgesia.

    Uma alteração no fluxo axoplasmático diminui o trânsito desses neuroreceptores, desta maneira os opióides não conseguem chegar até o local da dor, fazendo com que o paciente permaneça com o sintoma.


PARA OS OSTEOPATAS.
"A melhor bebida é a agua mineral sem gás. O aumento da sua ingestão potencializa os rins a filtras as substâncias residuais, se isso não acontece, essas substâncias permanecem no organismo resultando no espessamento do sangue e a criação de depósitos nos tecidos, que por sua vez provocam um atraso da velocidade da condução nervosa e com isso provocam a diminuição do limiar de dor, de modo que ficamos mais sensíveis."


Por: José Eduardo de L. Souza - Osteopata D.O. MRO(BR)

sábado, 9 de julho de 2016

A atuação da Osteopatia

A Osteopatia trata o corpo como uma unidade indivisível, por isso consegue atuar nos distúrbios neuras, viscerais e até mesmo emocionais.
Isso é possível, pois a estrutura corporal (vértebras, músculos e articulações) interferem na função e funcionamento do organismo. Todas as estruturas do corpo têm a sua própria mobilidade. Cada vez que essa mobilidade é bloqueada considera-se que há uma alteração na estrutura.
O Sistema Nervoso é um dos responsáveis pela interação que existe entre a estrutura e a função. O cérebro regula as funções do organismo através de impulsos nervosos que percorrem os nervos distribuídos pelo corpo. Cada vez que há uma obstrução nesse percurso, o nervo é prejudicado junto com a função.
A coluna vertebral abriga a medula espinhal que é a principal via de comunicação do Sistema Nervoso. Entre as vértebras existem duas aberturas por onde passam os nervos espinhais, vindos da medula, que depois se ramificam e transmitem os impulsos nervosos a todas as partes do organismo. Ao haver um bloqueio numa vértebra, uma dessas aberturas pode-se fechar causando uma obstrução no percurso do impulso nervoso, que posteriormente irá refletir sobre a função correspondente.
Um exemplo, é o caso de uma pessoa que sofre de gastrite (inflamação no estômago). A gastrite pode ter distintas causas e apresenta vários sintomas, que normalmente desaparecem após a pessoa ser tratada com fármacos. Contudo se passado algum tempo os sintomas voltam a aparecer, e o ciclo repete-se vez após vez, podemos muito bem estar perante um mau abastecimento neurológico. Ou seja, há uma obstrução no percurso do impulso nervoso, provocando uma inflamação nervosa, que vai desencadear um mau funcionamento do estômago. 
Cabe ao osteopata fazer uma avaliação e detectar se há alguma alteração na estrutura que possa estar provocando a obstrução, muitas vezes quando o estômago é afetado a vértebra em disfunção será a T6 (sexta vértebra torácica).

A cultura que existe é de recorrer ao osteopata apenas quando há sintomas estruturais, como dores nas costas, joelho, ombro e etc. Contudo o trabalho do osteopata estende-se, e muito, para além das dores nas articulações.

sábado, 4 de junho de 2016

Esporão calcâneo e fasceíte plantar

A fascite plantar é uma das causas mais comuns de dor no calcanhar. Trata-se de uma inflamação de um tecido chamado fáscia plantar, localizado na sola do pé e que conecta o calcâneo aos dedos. A inflamação ocorre devido a um estresse excessivo dessa região causando dor.

A fáscia plantar auxilia tanto na manutenção da estabilidade do pé quanto na sustentação do arco plantar, além de contribuir para a potência do arranque e dos saltos nas práticas esportivas, razão pela qual, atletas sofrem muito com esta disfunção.
      Quando as inflamações são recorrentes podem estimular a deposição de cálcio formando espículas ósseas conhecidas como esporão calcâneo.
                    


  Ambas as condições são caracterizadas por dor na(s) planta(s) do pé(s):
· Pode ser mais intensa pela manhã nos primeiros passos logo ao sair da cama e alivia conforme o individuo passa a se movimentar;
· Ao se levantar após um período de repouso;
· Na prática de uma atividade física como caminhada ou corrida, chegando a ser incapacitante;
· Reincidente e diária.
   Na avaliação do paciente com uma ou ambas condições, sempre encontramos alterações estruturais e/ou posturais que geram sobrecarga sobre a região acometida.
  Inúmeros podem ser os fatores predisponentes à esses desequilíbrios: bloqueios dos micromovimentos dos ossos do pé, encurtamento da musculatura posterior da perna, alterações do arco plantar (principalmente pé cavo), tipo de pisada (pronada ou supinada), bloqueios no joelho e quadril que alterem a descarga de peso na marcha, uso de calçados inadequados, além das condições traumáticas como os entorses de tornozelo e microtraumas em atividades esportivas.




   
O tratamento pela Osteopatia não atua diretamente sobre a inflamação, a intervenção se dá pelo diagnóstico dos fatores que geram as sobrecargas no pé e na sua correção, sendo os resultados bastante favoráveis.
Nos casos em que o fator postural é de maior importância pode ser necessário um trabalho associado com palmilhas proprioceptivas. Em geral o tempo médio de tratamento é de 05 sessões.

domingo, 10 de abril de 2016

Cefaléia tensional: tratamento pela Osteopatia




A cefaléia, popularmente chamada de dor de cabeça, atualmente é uma das condições dolorosas com maior incidência na população e estima-se que cerca de 90% das pessoas terá cefaléia pelo menos uma vez na vida.

Inúmeros são os fatores que podem gerar dor de cabeça num indivíduo como, por exemplo, condições alimentares, problemas hepáticos, hipertensão arterial, problemas de oclusão entre outras causas; sendo muitas vezes difícil o seu diagnóstico.

A Sociedade Brasileira de Cefaléia define hoje vários tipos de cefaléia e, dentre eles, a cefaléia do tipo tensional é uma das mais comuns. Nela o paciente apresenta sintomas de dor do tipo peso, pressão ou aperto, muitas vezes simulando um capacete apertado em volta da cabeça; habitualmente localizadas na fronte e/ou nuca e/ou topo da cabeça; de intensidade leve ou moderada. A cefaléia do tipo tensional pode ser crônica, quando a freqüência das crises é maior que 15 dias ao mês, ou episódica, quando menor que 15 dias ao mês.

Esse tipo de dor de cabeça tem relação com a tensão ou contração exagerada, anormal e mantida de grupos musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face. Esta tensão anormal gera os chamados Pontos Gatilhos (Trigger Points) no músculo. Um Ponto Gatilho é um local altamente irritável que se apresenta rígido à palpação e que produz dor, limitação na amplitude de alongamento, fraqueza sem atrofia e sem déficit neurológico. Quando estimulados, desencadeiam dor local, dor referida a distância e fenômenos autonômicos.

Os músculos trapézio superior, esternocleidomastóideo, elevador da escápula, suboccipitais e mastigatórios são os mais relacionados a sintomatologia dos pacientes com cefaléia do tipo tensional.

No tratamento de Osteopatia o diagnóstico é clínico e depende da anamnese cuidadosa, buscando identificar os fatores desencadeantes e mantenedores do quadro doloroso, de um exame físico detalhado, principalmente pela palpação e busca dos Pontos Gatilho ativos e seu local de dor referida, e também por exclusão das outras patologias.            


Na prática clínica a Osteopatia se mostra muito eficaz para cura e/ou controle desse tipo de cefaléia colaborando de forma significativa para qualidade de vida da população.


Vivian Jhuli Fellizzetti